Na operação de transporte, o pneu deixou de ser apenas um item de reposição e passou a ser considerado um componente estratégico para a gestão de frotas. A escolha adequada pode interferir no consumo de combustível, no custo por quilômetro, na disponibilidade dos veículos, na segurança e na vida útil dos componentes.
Para transportadoras que operam em longas distâncias, distribuição regional ou operações urbanas, avaliar o pneu pelo desempenho durante todo o ciclo de uso permite identificar o impacto real desse componente nos custos.
A engenharia aplicada aos pneus evoluiu com o uso de novos compostos, desenhos de banda de rodagem e processos de fabricação voltados à durabilidade e à redução do desgaste irregular.
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Na DUNLOP, um dos recursos utilizados é a tecnologia TAIYO (Sun) System, processo de fabricação que elimina as emendas nas partes de borracha do pneu. Em vez da sobreposição utilizada em métodos convencionais, a construção contínua busca proporcionar maior uniformidade estrutural, desgaste mais homogêneo e resistência durante a utilização.
Resistência ao rolamento interfere no consumo
A resistência ao rolamento é outro fator que deve ser considerado na escolha do pneu. Quanto menor a energia necessária para movimentar o conjunto, menor pode ser o consumo de combustível do veículo.
Em operações com elevada quilometragem anual, pequenas diferenças no consumo podem representar impacto no custo operacional e também nas emissões de CO₂.
Custo por quilômetro é o principal indicador
O preço de compra não deve ser o único critério para comparar pneus. Rendimento quilométrico, durabilidade, desgaste, possibilidade de recapagem e manutenção interferem no custo por quilômetro rodado.
A manutenção preventiva, com calibragem, alinhamento, balanceamento e inspeções periódicas, também contribui para evitar substituições antecipadas e aumentar a disponibilidade da frota.
Recapagem amplia a vida útil da carcaça
A recapagem permite prolongar a utilização do pneu quando a carcaça mantém sua integridade estrutural. Por isso, a qualidade da construção inicial é um dos fatores considerados no processo.
Além de reduzir o custo operacional, a recapagem pode diminuir o consumo de matérias-primas, contribuindo para o aproveitamento dos componentes e para a redução de resíduos.
Pneu parado pode significar frete perdido
Uma falha durante o trajeto pode provocar mais custos do que a substituição do pneu. Paradas não programadas podem resultar em atrasos, perda de frete, multas contratuais e riscos para o motorista e a carga.
Bolhas, separação da banda e rompimentos estruturais estão entre os problemas que podem provocar interrupções da operação. Por isso, a especificação correta do pneu e a manutenção são parte da gestão de riscos da frota.


