Velocidade na entrega, inteligência artificial, análise de dados e integração logística passaram a ocupar papel central nas estratégias de empresas ligadas ao comércio eletrônico e à cadeia de suprimentos. O avanço dessas tecnologias e mudanças no comportamento do consumidor estiveram entre os temas debatidos na primeira edição do DHL E-commerce Day, realizada em São Paulo.
O encontro reuniu cerca de 300 executivos e especialistas do setor para discutir transformações do varejo digital e os impactos sobre operações, transporte e supply chain. O debate ocorre em um momento em que a logística deixa de ser uma área de suporte para se tornar parte estratégica da experiência de compra.
Dados do estudo The Future Shopper Report 2025, da VML, mostram que 57% dos consumidores brasileiros esperam receber seus pedidos em até 24 horas. O cenário reforça a pressão por operações mais integradas, rápidas e previsíveis.
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“O e-commerce entrou em uma nova fase, em que não basta crescer — é preciso executar com excelência. Logística, dados e tecnologia deixam de ser áreas de suporte e passam a ser o núcleo estratégico das empresas. Quem conseguir integrar esses pilares com velocidade e consistência terá uma vantagem competitiva clara nos próximos anos”, afirma Solon Barrios, VP de E-commerce e Retail na DHL Supply Chain Brasil.
Segundo Patricia Starling, Vice-presidente comercial da DHL Express Brasil, a experiência do consumidor passou a estar diretamente ligada ao desempenho logístico.
“Hoje, no e-commerce, a experiência do cliente não termina na compra, ela se consolida na entrega. A inteligência artificial tem um papel cada vez mais estratégico nesse processo, permitindo maior previsibilidade operacional, otimização de rotas, antecipação de picos de demanda e comunicação mais transparente com o consumidor em tempo real”, afirma.
Quais tendências estão moldando o futuro do e-commerce?
A DHL reuniu cinco movimentos discutidos durante o evento que já impactam operações e devem influenciar as estratégias das empresas nos próximos anos.
1- Dados como ativo estratégico para eficiência operacional
A coleta e análise de dados em tempo real passou a influenciar diretamente o planejamento logístico e comercial das empresas. Informações sobre demanda, comportamento de compra, recorrência e hábitos do consumidor ajudam empresas a ajustar estoque, prever sazonalidades e reduzir perdas operacionais.
Além da eficiência, a análise de dados também amplia a capacidade de personalização da experiência do cliente.
2- Inteligência Artificial no core das operações de e-commerce e supply chain
A inteligência artificial já está sendo utilizada em atividades como previsão de demanda, automação de atendimento, gestão de estoque e roteirização logística.
“A inteligência artificial já está transformando as operações de e-commerce e supply chain, trazendo mais eficiência, previsibilidade e capacidade de resposta em tempo real. O avanço agora é integrar dados e IA para apoiar decisões cada vez mais autônomas em toda a cadeia”, afirma Rafaela Braga, Sr. Data Science Manager no Itaú Unibanco.
3- Crescimento da complexidade operacional exige integração tecnológica
Com aumento no volume de pedidos e expansão dos canais de venda, cresce também a necessidade de integração entre plataformas digitais, sistemas internos e operadores logísticos.
A ausência dessa conexão pode gerar perda de visibilidade operacional, aumento de falhas e dificuldades no gerenciamento da cadeia.
4- Logística influencia reputação e experiência digital
Prazo de entrega, valor do frete e previsibilidade passaram a interferir diretamente na decisão de compra do consumidor.
Empresas que conseguem ampliar eficiência operacional e aproximar estoques dos centros consumidores ganham capacidade de resposta mais rápida.
Para setores ligados ao transporte e distribuição, a logística passa a ter impacto direto na percepção de marca.
5- Adaptabilidade ganha importância em cenário de mudanças
A velocidade das transformações no ambiente digital exige revisões constantes nas estratégias operacionais.
“Estamos vivendo um momento de reconfiguração do mercado, em que a capacidade de adaptação se tornou mais importante do que escala ou histórico. Empresas que conseguem ajustar rapidamente suas operações e estratégias terão mais competitividade nos próximos anos”, afirma Piero Franceschi, CEO da StartSe.
Evento reuniu empresas e especialistas do setor
A programação contou com a participação de executivos de empresas ligadas ao varejo digital, tecnologia e logística, entre eles representantes da StartSe, Itaú Unibanco, Nuvemshop, Intelipost, Fullcommerce e outros profissionais do setor.
O evento também teve apoio de empresas do ecossistema digital, reforçando a discussão sobre integração entre tecnologia, operação e estratégias para o crescimento do comércio eletrônico.


