O Dia do Motorista, celebrado em 25 de julho, reforça o debate sobre um dos principais desafios do transporte rodoviário de cargas: a escassez de profissionais. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que o Brasil perdeu mais de 1,2 milhão de motoristas de caminhão entre 2014 e 2023, enquanto a idade média da categoria está entre 52 e 54 anos.
Segundo a West Cargo, a combinação entre aposentadorias, baixo interesse de jovens pela profissão, custo elevado para obtenção das categorias C, D e E e as condições de trabalho tem ampliado o déficit de mão de obra e pressionado a cadeia logística.
Como atrair novos motoristas para o transporte?
Na avaliação da transportadora, a valorização do motorista deixou de ser apenas uma política de recursos humanos e passou a ser uma estratégia para garantir a continuidade das operações e a qualidade dos serviços.
“Celebrar o Dia do Motorista vai muito além de uma data especial, pois temos que reconhecer quem, de fato, faz o nosso negócio pulsar todos os dias. Temos a certeza de que um dos principais atores dentro do transporte é o motorista. São eles que movimentam o país de ponta a ponta, cruzando estradas com dedicação, enfrentando desafios diários e fazendo acontecer a cada entrega. Valorizá-los não é apenas uma escolha estratégica, mas uma prioridade humana. O sucesso das nossas operações não é feito de caminhões ou processos, e sim de pessoas. Os nossos motoristas são o coração que mantém a West Cargo em movimento”, afirma Luigi Rosolen, diretor da West Cargo.
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Capacitação, segurança e qualidade de vida
Para enfrentar esse cenário, a empresa afirma investir em programas de capacitação técnica, treinamento para uso de tecnologias embarcadas, monitoramento da fadiga, respeito à jornada de trabalho e iniciativas voltadas à saúde física e mental dos motoristas.
Outro mecanismo adotado é um programa de remuneração variável baseado em indicadores de segurança e desempenho. De acordo com a transportadora, somente em 2025 foram distribuídos mais de R$ 680 mil em bonificações aos profissionais com melhores resultados operacionais.
Além disso, a empresa mantém programas de desenvolvimento de carreira com o objetivo de ampliar as perspectivas de crescimento na profissão.
“Vemos a atração de novos motoristas como um desafio estrutural e prioritário para todo o Transporte Rodoviário de Cargas, exigindo principalmente uma evolução nas condições de trabalho desse profissional. Investimos continuamente na valorização da categoria, promovendo um ambiente seguro, com mais suporte à qualidade de vida e respeito à jornada de trabalho”, destaca Rosolen.
Quais medidas podem fortalecer a profissão?
Na avaliação da West Cargo, a solução também depende de ações além da iniciativa privada. Entre as medidas consideradas importantes estão políticas públicas voltadas à formação de novos condutores, melhorias na infraestrutura rodoviária, ampliação da segurança nas estradas, criação de pontos de parada adequados e incentivos para reduzir o custo de acesso às categorias profissionais.
“Investir no motorista significa um futuro promissor para o transporte brasileiro. Mas esse esforço precisa ser compartilhado. O setor e o poder público precisam trabalhar juntos para tornar essa profissão cada vez mais reconhecida, valorizada e atrativa para as próximas gerações”, conclui o diretor.


