Os amortecedores são responsáveis por controlar as oscilações da suspensão e manter os pneus em contato com o solo, influenciando diretamente a estabilidade, a dirigibilidade e a eficiência da frenagem. Com a evolução da tecnologia, diferentes sistemas passaram a equipar a frota circulante, entre eles os modelos convencionais (hidráulicos), pressurizados (a gás) e eletrônicos.
A Nakata reuniu as principais características de cada tecnologia e reforçou a importância da manutenção preventiva para preservar o desempenho da suspensão.
Qual a diferença entre amortecedores convencionais e pressurizados?
Os amortecedores convencionais, também chamados de hidráulicos, utilizam óleo, pistão, haste e válvulas internas para controlar os movimentos da suspensão. Durante o funcionamento, o fluido passa por pequenos orifícios, gerando resistência e absorvendo a energia produzida pelas irregularidades da pista.
Segundo Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica da Nakata, esse sistema pode perder eficiência em condições severas de uso.
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“Em situações de trabalho intenso, pode ocorrer superaquecimento do óleo, favorecendo a formação de bolhas (aeração). Esse fenômeno reduz a eficiência do amortecimento e compromete o desempenho da suspensão.”
Os amortecedores convencionais ainda são amplamente utilizados em caminhões e ônibus.
Já os amortecedores pressurizados utilizam, além do óleo, gás nitrogênio sob baixa pressão. O objetivo é manter o fluido constantemente pressurizado, reduzindo a formação de bolhas e o fenômeno da cavitação durante o funcionamento.
Quais são as vantagens do amortecedor pressurizado?
Segundo a Nakata, o sistema pressurizado proporciona resposta mais rápida às irregularidades do piso e maior controle dos movimentos da suspensão.
Entre os benefícios apontados pela fabricante estão:
- resposta mais rápida às irregularidades da via;
- maior estabilidade em curvas e frenagens;
- melhor controle das rodas em velocidades mais elevadas;
- redução da aeração do fluido hidráulico;
- maior durabilidade do componente em condições severas de utilização.
Na prática, a tecnologia contribui para manter o desempenho da suspensão mesmo em situações de maior exigência.
Suspensão eletrônica ajusta o amortecimento automaticamente
Além dos sistemas hidráulicos e pressurizados, alguns veículos utilizam amortecedores eletrônicos.
Nesse sistema, o controle eletrônico adapta automaticamente o nível de amortecimento conforme fatores como carga transportada, tipo de piso, velocidade e modo de condução selecionado pelo motorista.
Segundo a fabricante, esse gerenciamento melhora a estabilidade e o conforto, embora apresente custo de manutenção superior aos sistemas convencionais.
Quando revisar os amortecedores?
Independentemente da tecnologia utilizada, a Nakata recomenda que o sistema de suspensão seja inspecionado, em média, a cada 10 mil quilômetros ou conforme as orientações do fabricante do veículo.
Os principais sinais de desgaste incluem:
- vazamento de fluido;
- aumento da distância de frenagem;
- excesso de balanço da carroceria;
- perda de estabilidade em curvas;
- ruídos na suspensão;
- desgaste irregular dos pneus.
De acordo com a empresa, circular com amortecedores desgastados pode reduzir a aderência dos pneus ao solo e comprometer o controle do veículo.


