A PHINIA completa em 2026 os 35 anos de operação da sua unidade industrial de Piracicaba (SP), inaugurada em maio de 1991. A planta acompanhou a evolução da indústria automotiva brasileira desde o início da década de 1990 e participou da introdução de tecnologias que marcaram diferentes fases da produção de veículos no país.
A unidade surgiu em um período de modernização da indústria nacional, impulsionado pela abertura econômica, pela chegada de novos investimentos internacionais e pela adoção crescente de sistemas eletrônicos embarcados nos automóveis.
Ao longo de sua trajetória, a fábrica participou da transição dos carburadores para os sistemas de injeção eletrônica, do desenvolvimento dos motores flex fuel e da introdução de tecnologias de injeção direta de combustível.
“Piracicaba construiu uma trajetória extremamente relevante para a indústria automotiva brasileira e para a própria história da companhia. Ao longo desses 35 anos, a planta evoluiu continuamente em tecnologia, qualidade, competitividade e pessoas, tornando-se uma operação estratégica dentro da estrutura global da PHINIA”, afirma Giovani Benato, diretor-geral da planta de Piracicaba.
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Unidade acompanhou a evolução tecnológica dos motores
Durante a década de 1990, a planta participou da consolidação dos sistemas de injeção eletrônica no mercado brasileiro, incluindo o desenvolvimento do sistema E100 para veículos movidos exclusivamente a etanol.
No mesmo período, a unidade também passou a produzir radiadores brasados em alumínio e baterias seladas livres de manutenção, acompanhando a evolução tecnológica dos veículos produzidos no país.
Nos anos 2000, a operação ampliou sua atuação no desenvolvimento de sistemas eletrônicos para motores bicombustíveis e se tornou referência em tecnologias voltadas aos veículos flex fuel.
A unidade também fortaleceu suas atividades em engenharia aplicada, testes laboratoriais e calibração de motores.
O que a fábrica de Piracicaba produz atualmente?
Atualmente, a unidade é a única operação brasileira da companhia responsável pela produção de injetores de injeção direta de gasolina (GDi) de 350 bar.
A planta também possui exclusividade global dentro da PHINIA na fabricação dos injetores aquecidos HTI (Heated Tip Injectors), produzidos desde 2012 para atender às exigências de emissões dos mercados que utilizam motores flex fuel.
A operação emprega aproximadamente mil colaboradores, trabalha em três turnos e produz cerca de 11 milhões de componentes automotivos por ano destinados ao mercado brasileiro e a programas internacionais localizados na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia.
Centro de treinamento amplia atuação no aftermarket
Além da manufatura, a unidade se consolidou como um polo regional de desenvolvimento técnico e capacitação profissional.
Entre os investimentos realizados nos últimos anos estão a criação do Centro de Treinamento Delphi, o primeiro da marca na América Latina, e da plataforma Delphi Academy, destinada à formação presencial e on-line de profissionais do setor automotivo.
As iniciativas envolvem programas desenvolvidos em parceria com escolas, universidades e instituições de ensino técnico.
Sustentabilidade e reconhecimento internacional fazem parte da operação
A planta mantém certificação Zero Landfill desde 2020 e utiliza energia elétrica proveniente de fontes renováveis em suas operações.
A unidade também desenvolve programas voltados à diversidade e formação de lideranças, incluindo iniciativas direcionadas à participação feminina em cargos de gestão.
Nos últimos anos, a operação recebeu reconhecimentos como Great Place to Work em 2025, certificações Ford Q1 em 2008 e 2024, além dos prêmios GM Supplier Quality/QMS em 2014, 2017 e 2026 e o Cummins Zero Defect Award entre 2024 e 2026.
“O futuro da mobilidade será construído a partir de diferentes soluções tecnológicas, e a PHINIA acredita na evolução contínua de motores a combustão de alta eficiência, combustíveis alternativos e inovação industrial. Nesse contexto, a planta industrial de Piracicaba desempenha um papel fundamental dentro da visão global da companhia”, conclui Benato.


