O complexo industrial da BYD em Camaçari (BA) completa um ano de operação com avanços na estrutura destinada à produção nacional de veículos. A fabricante concluiu as obras civis e iniciou a fase final de testes operacionais nos novos galpões de soldagem e pintura.
Mais de 1.100 profissionais já foram contratados especificamente para atuar nessas novas unidades. Atualmente, esses colaboradores estão em treinamento para formar as primeiras equipes dedicadas às operações de soldagem e pintura.
Segundo a BYD, a movimentação faz parte do planejamento para iniciar 2027 em uma etapa de transição acelerada para a produção nacionalizada. O complexo também conta com as obras do galpão de estamparia, que estão em estágio avançado e devem completar a estrutura necessária para a integração do processo produtivo.

Quando começa a produção nacional da BYD?
A empresa afirma que pretende cumprir sua meta de nacionalização da produção industrial no Brasil até o início de 2027. Até o final de 2026, a previsão é contratar mais 500 colaboradores diretos para as áreas de soldagem, estamparia e pintura.
“Até o final de 2026, vamos realizar a contratação adicional de mais 500 colaboradores diretos que serão incorporados aos times de produção das fábricas de soldagem, estamparia e pintura”, afirma Alexandre Baldy, Vice-Presidente Sênior da BYD do Brasil e Head Comercial e de Marketing da BYD Auto do Brasil.
A fabricante informa ainda que o complexo já emprega diretamente 9 mil pessoas, sendo 90% delas baianas e, em sua maioria, moradores de Camaçari. A meta é encerrar 2026 com pelo menos 10 mil funcionários diretos.
🔧🧑🔧 Leia a Revista Oficina News completa
👉 Acompanhe no Insta: @revistaoficinanews
🚚🚛 Leia a Revista Frete Urbano
📺 Acesse os vídeos no You Tube
👉 Acompanhe no Insta: @revistafreteurbano
Fábrica da BYD amplia capacidade produtiva
A expansão também ocorre na capacidade industrial da unidade baiana. Atualmente, a planta tem capacidade declarada de 150 mil veículos por ano, volume que deverá chegar a 300 mil unidades.
No longo prazo, a projeção anunciada pela empresa é atingir 600 mil veículos por ano, considerando o atendimento ao mercado brasileiro e a possibilidade de exportações.
Entre os modelos produzidos no complexo estão Dolphin Mini, King, Song Pro e Atto 2, que passam a integrar uma operação com maior participação de processos realizados localmente.
A evolução da fábrica também acompanha a ampliação dos turnos de trabalho. Segundo a BYD, a operação começou com um turno, passou para dois no primeiro trimestre de 2026 e está em fase de mobilização para a entrada do terceiro turno ainda neste ano.
A empresa estima que o projeto completo possa gerar até 20 mil empregos diretos e indiretos, incluindo oportunidades na cadeia de fornecedores e serviços relacionados ao complexo industrial.


