A Ford divulgou orientações técnicas para condução em pista molhada e áreas alagadas, destacando que a redução da aderência e da visibilidade amplia o risco de acidentes. A recomendação vale para veículos a combustão e elétricos.
Segundo Ariane Campos, supervisora de Engenharia da Ford América do Sul, a mudança nas condições do piso altera o comportamento dinâmico do veículo. “A primeira regra ao dirigir na chuva é dobrar a atenção, reduzir a velocidade e antecipar as frenagens, pois a visibilidade fica reduzida e o atrito entre o pneu e o solo também é menor”, explica.
A orientação começa pela manutenção preventiva. Devem ser verificados limpadores de para-brisa, desembaçador, faróis e o estado dos pneus, respeitando o indicador de desgaste TWI. Pneus desgastados comprometem a drenagem de água e aumentam o risco de aquaplanagem.
“Esse efeito é muito perigoso e normalmente acontece em velocidades mais altas, acima de 90 km/h na estrada. Quanto maior a velocidade, mais difícil é controlar o veículo”, diz Ariane. “O Inmetro classifica o desempenho dos pneus em superfícies molhadas com as letras de A a G – quanto mais próxima do A, melhor a aderência na tração e frenagem. Assim, quem dirige em locais com muita chuva deve preferir pneus com índice A.”
Modelos da marca contam com modo de condução Escorregadio, que ajusta resposta do acelerador, pontos de troca da transmissão e sistemas eletrônicos de estabilidade e tração.
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Dicas para dirigir com segurança na chuva e alagamentos
- Mantenha uma distância maior dos veículos à frente, use o farol baixo ou de neblina e evite ultrapassagens.
- Freie antes de entrar nas curvas, não durante.
- Se possível, programe o roteiro antes de sair e evite áreas sujeitas a alagamentos. Se já estiver no caminho, considere parar em um local alto e seguro até a tempestade passar.
- Só atravesse trechos alagados se a água estiver até a altura do meio da roda. A F-150 e o Bronco Sport, por exemplo, podem rodar em até 60 cm de profundidade de água. Já a Ranger encara até 80 cm de profundidade e a Ranger Raptor, até 85 cm.
- Nessas situações, mantenha uma velocidade baixa e constante, sem parar. Se o veículo parar de funcionar e começar a flutuar, saia pela janela sem abrir a porta.
- Se o carro parar num alagamento e a altura da água atingiu o motor, não tente ligá-lo. Isso pode danificar o motor. Chame um guincho e leve-o ao mecânico para checar se houve contaminação do filtro de ar e dos sistemas de combustível e de óleo, assim como das lâmpadas e do sistema elétrico.
- A maioria dos veículos elétricos possui uma boa isolação da bateria e dos módulos eletrônicos contra água. Mas é preciso respeitar os limites de submersão, em caso de dúvida consulte o manual do proprietário.
- Ao atravessar áreas alagadas com carros elétricos, a orientação é a mesma dos veículos a combustão: manter velocidade baixa e constante, sem parar.
- O peso maior da bateria é uma vantagem dos carros elétricos nessas situações, pois reduz a chance de flutuação.
- As pessoas geralmente ficam preocupadas em relação ao contato da eletricidade com a água. Mas não há risco de choque, pois um sistema de proteção interrompe a ligação da bateria com o motor se houver entrada de água.

