Tech Drive: Avaliação do Fiat Fastback Hybrid: motor híbrido leve ajuda em viagens longas
Com quase 4 mil km rodados, podemos dizer que um veículo híbrido leve tem suas vantagens. A rota foi São Paulo – Salvador, trajeto feito de forma tranquila, parando para dormir em pontos estratégicos. O modelo foi um Fiat Fastback Hybrid, que incorpora um sistema híbrido leve associado ao conjunto já conhecido do motor T200 turbo flex.
Um veículo que concentra mudanças menos perceptíveis ao volante e mais ligadas à eficiência energética, mantendo características mecânicas já presentes na linha. Dados técnicos mostram um conjunto formado por motor 1.0 turbo de três cilindros associado a um sistema elétrico auxiliar de 12V, rodando muito bem, com eficiência e conforto.

O propulsor de 999 cm³ entrega até 130 cv com etanol e torque de 20,4 kgfm disponível a partir de 1.750 rpm. O comportamento em rotações mais baixas é um dos pontos centrais do conjunto. Em uso urbano, o torque em baixa ajuda nas retomadas e reduz a necessidade de acelerações mais intensas.
O sistema híbrido leve trabalha com motor elétrico de 3 kW e bateria auxiliar de íon-lítio de 11Ah. O objetivo não é movimentar o veículo sozinho, mas auxiliar partidas, retomadas e aliviar a carga do motor a combustão em determinadas situações.

Na condução, a calibração mantém a característica típica do conjunto T200. A sensação ao volante permanece próxima dos modelos convencionais da linha, sem transições perceptíveis do sistema elétrico. O foco parece estar menos em performance e mais em suavidade operacional.

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Outro elemento importante é o câmbio CVT, com sete marchas simuladas no modo manual. O sistema trabalha continuamente variável no modo automático e busca reduzir o efeito de rotações elevadas constantes, comum em transmissões desse tipo.

No uso diário, o casamento entre motor turbo e CVT privilegia respostas progressivas. Em acelerações mais fortes, as relações simuladas ajudam a reduzir a sensação de giro contínuo. Segundo os dados técnicos, o Fastback Hybrid acelera de 0 a 100 km/h em 9,4 segundos com etanol.
Na suspensão, o modelo utiliza configuração dianteira independente do tipo McPherson com barra estabilizadora, enquanto a traseira adota eixo de torção. O conjunto utiliza amortecedores hidráulicos telescópicos e molas helicoidais.

A calibração busca absorver irregularidades comuns do piso urbano. A altura livre do solo próxima de 20 cm também contribui para enfrentar valetas, lombadas e pisos irregulares.

No pacote tecnológico, o Fastback Hybrid incorpora recursos de assistência à condução e eletrônica embarcada alinhados à proposta de conectividade e apoio ao motorista. O modelo reforça uma tendência crescente entre fabricantes: a utilização da eletrificação leve como etapa intermediária entre motores convencionais e sistemas híbridos mais complexos.

O painel digital de 7″ (Impetus) ilustra de maneira lúdica os modos de operação do sistema híbrido, permitindo que o motorista acompanhe, em tempo real, a gestão energética do veículo.
| Item | Especificação |
| Motor | Dianteiro, transversal |
| Cilindros | 3 em linha |
| Cilindrada | 999 cm³ |
| Diâmetro x curso | 70 x 86,5 mm |
| Taxa de compressão | 10,5:1 |
| Potência | 125 cv (gasolina) / 130 cv (etanol) a 5.750 rpm |
| Torque | 20,4 kgfm a 1.750 rpm |
| Válvulas por cilindro | 4 |
| Comando de válvulas | 1 no cabeçote |
| Injeção | Eletrônica GPEC 5 – GSE PL8 |
| Combustível | Gasolina / Etanol |
| Motor elétrico | Dianteiro, transversal |
| Potência sistema elétrico | 12V – 3kW |
| Bateria principal | Chumbo (68Ah) |
| Bateria auxiliar | Íon-lítio (11Ah) |
| Transmissão | CVT continuamente variável |
| Modo manual | 7 marchas simuladas |
| Tração | Dianteira |
| Diferencial | 5,698 |
| 1ª marcha | 2,27 |
| 2ª marcha | 1,60 |
| 3ª marcha | 1,20 |
| 4ª marcha | 0,94 |
| 5ª marcha | 0,74 |
| 6ª marcha | 0,58 |
| 7ª marcha | 0,46 |
| Ré | Entre 2,60 e 0,42 |
| Freios dianteiros | Discos ventilados 284 x 22 mm |
| Freios traseiros | Tambor 203 mm autoajustável |
| Suspensão dianteira | McPherson independente com barra estabilizadora |
| Suspensão traseira | Eixo de torção |
| Amortecedores | Hidráulicos telescópicos |
| Molas | Helicoidais |
| Direção | Elétrica |
| Diâmetro de giro | 10,5 m |
| Rodas | R17 (Audace) / R18 (Impetus) |
| Pneus | 205/50 R17 (Pirelli) / 215/45 R18 (Continental) |
| Peso em ordem de marcha | 1.253 kg (Audace) / 1.271 kg (Impetus) |
| Capacidade de carga | 400 kg |
| Comprimento | 4.440 mm |
| Largura | 1.989 mm (com espelhos) |
| Altura | 1.547 mm (Audace) / 1.544 mm (Impetus) |
| Entre-eixos | 2.533 mm |
| Altura livre do solo | 200,4 mm (Audace) / 198,6 mm (Impetus) |
| Ângulo de entrada | 20,3° / 20,2° |
| Ângulo de saída | 24,6° / 24,5° |
| Porta-malas | 600 litros |
| Tanque de combustível | 45 litros |
| 0 a 100 km/h | 9,7 s (gasolina) / 9,4 s (etanol) |
| Velocidade máxima | 194 km/h (gasolina) / 196 km/h (etanol) |
| Consumo urbano | 12,6 km/l (gasolina) / 8,9 km/l (etanol) |
| Consumo rodoviário | 13,9 km/l (gasolina) / 9,8 km/l (etanol) |


