Quem pretende viajar durante o feriado prolongado de Corpus Christi precisa ficar atento ao funcionamento do Free Flow, modelo de pedágio eletrônico que vem ganhando espaço nas rodovias brasileiras. O sistema dispensa cabines e cancelas, permitindo que os veículos passem pelos pontos de cobrança sem reduzir a velocidade.
A proposta é tornar o fluxo mais eficiente nas estradas, especialmente em períodos de grande movimentação. Porém, para quem ainda não está familiarizado com a tecnologia, a falta de informação pode resultar em cobranças não identificadas e até multas por evasão de pedágio.
Atualmente, o Free Flow já está presente em mais de 19 rodovias do país e a expectativa é de expansão para novos trechos nos próximos anos. Por isso, entender as regras do sistema tornou-se essencial para motoristas de passeio, transportadores e profissionais que dependem das estradas para trabalhar.
Segundo Ricardo Kaoru, CEO da ConectCar e presidente da Associação Brasileira das Empresas de Pagamento Automático para Mobilidade (Abepam), a atenção aos detalhes faz a diferença para evitar problemas.
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“O Free Flow traz mais fluidez para as rodovias e permite que o motorista que já utiliza tag possa ir tranquilo, com a cobrança sendo feita automaticamente durante o percurso. Mas, como o sistema ainda está em expansão no Brasil, é importante que o motorista entenda como funciona a cobrança antes de pegar a estrada. Quem passa sem tag precisa ficar atento aos prazos para evitar multas. Com informação e planejamento, é possível viajar com mais tranquilidade durante o feriado”, afirma.
Como funciona o Free Flow?
No modelo Free Flow, os veículos são identificados por pórticos eletrônicos instalados ao longo da rodovia.
A cobrança pode ocorrer de duas formas. A primeira é por meio de uma tag de pagamento automático instalada no veículo. Nesse caso, o valor é debitado automaticamente no momento da passagem.
Já os motoristas que não possuem tag são identificados pela leitura da placa. A cobrança fica registrada e o pagamento deve ser realizado posteriormente pelos canais disponibilizados pela concessionária responsável pelo trecho.
Na maioria das rodovias, o prazo para quitação pode chegar a até 30 dias após a passagem pelo pórtico.
O que acontece se o pedágio não for pago?
O não pagamento dentro do prazo estabelecido pela concessionária pode gerar multa por evasão de pedágio. Além do valor da infração, o motorista também pode enfrentar outras penalidades previstas na legislação de trânsito.
Por isso, especialistas recomendam acompanhar regularmente os débitos vinculados à placa do veículo, principalmente em viagens que envolvam diferentes concessionárias.
Confira as dicas antes de sair de casa
- Verifique se a rodovia possui Free Flow
Antes de iniciar a viagem, pesquise o trajeto e identifique se existem trechos operados pelo sistema. Também vale conferir os valores cobrados e as formas de pagamento disponíveis. Essas informações costumam estar disponíveis nos sites das concessionárias e em aplicativos de navegação.
- Se você tem tag, cheque o saldo
Motoristas que utilizam tag de pagamento automático devem garantir que haja saldo suficiente para cobrir todo o percurso planejado.
Quem utiliza recarga automática deve verificar se a funcionalidade está ativa. Já os usuários de recarga manual precisam realizar o abastecimento antecipadamente por cartão de crédito ou Pix.
- Se você não tem tag, fique atento ao prazo de pagamento
O motorista identificado pela placa deve acompanhar os débitos gerados após a passagem pelos pórticos.
Para realizar o pagamento, basta acessar o site ou aplicativo da concessionária responsável pela rodovia e consultar os valores em aberto utilizando a placa do veículo.
O não pagamento dentro do prazo pode resultar em multa por evasão de pedágio.
- Sua placa está legível e atualizada?
Como a leitura da placa é um dos principais mecanismos de identificação do sistema, é fundamental que ela esteja em boas condições.
Placas danificadas, ilegíveis ou com cadastro desatualizado podem dificultar o reconhecimento do veículo e gerar problemas no processamento da cobrança.
- Vale a pena utilizar uma tag de pagamento automático?
Além de automatizar o pagamento, a tag elimina a necessidade de identificar qual concessionária administra cada trecho percorrido e onde a cobrança deve ser quitada.
Com o débito realizado automaticamente, o motorista evita acompanhar diferentes prazos de pagamento e reduz o risco de esquecer a quitação, situação que pode resultar em multas.
Tendência para o transporte rodoviário
A expansão do Free Flow faz parte do processo de modernização da infraestrutura rodoviária brasileira. A tecnologia tende a se tornar cada vez mais presente em corredores logísticos e rodovias de grande circulação.
Para transportadores, caminhoneiros e motoristas em geral, conhecer as regras do sistema é uma medida importante para evitar custos inesperados e garantir viagens sem interrupções.


