O transporte de produtos radioativos no Brasil é realizado sob controle técnico e regulatório, com exigências que envolvem desde a classificação do material até protocolos operacionais. O tema voltou ao debate após a repercussão da série “Emergência Radioativa”, que retoma o acidente com Césio-137 ocorrido em Goiânia, em 1987.
Regulação foi ampliada após acidente de Goiânia
O episódio levou à criação de diretrizes mais rígidas no país. Em 1988, o Decreto nº 96.044 passou a estabelecer regras específicas para o transporte de produtos perigosos, estruturando procedimentos voltados à redução de riscos.
Segundo Eduardo Leal, secretário executivo da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), a atividade exige cumprimento técnico em todas as etapas. “O transporte de produtos radioativos é uma atividade altamente controlada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que estabelece normas rigorosas para garantir a segurança. Trata-se de uma operação especializada, que exige cumprimento técnico em todas as etapas e integração com regras de outros órgãos, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”, afirma.
Critérios técnicos envolvem toda a operação
O modelo atual inclui classificação adequada dos materiais, padrões de acondicionamento, rotulagem, rastreabilidade e definição de procedimentos específicos para cada tipo de carga.
“O episódio em Goiânia evidenciou, de forma dramática, os riscos associados à falta de controle, informação e preparo técnico no manuseio de substâncias perigosas”, explica Leal.
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Aplicações vão além da indústria
Materiais radioativos são utilizados em diferentes áreas. Na saúde, estão presentes em exames e tratamentos, como radioterapia. Na indústria, são aplicados em inspeções, controle de qualidade e processos de medição. Também são usados em pesquisa e agricultura.
Treinamento e cultura de segurança
Entidades do setor atuam na padronização de práticas e na capacitação dos profissionais. “A ABTLP promove a conscientização por meio de treinamentos, simulados e da disseminação de boas práticas, além de atuar de forma integrada com órgãos reguladores, como a ANTT, no aprimoramento contínuo das normas do setor. Nosso foco é fortalecer a cultura de segurança e a corresponsabilidade em toda a cadeia do transporte de produtos perigosos, envolvendo empresas, motoristas, embarcadores e demais agentes”, conclui Leal.


