Frete Drive: Demos uma volta com a VW ID. Buzz, a Kombi elétrica com muito mais tecnologia
Se fosse da cor prata, a VW ID. Buzz talvez passasse mais desapercebida, mas amarela, não tinha quem não olhasse. E vale a pena olhar, porque é um veículo diferenciado. A própria Volkswagen fala da “volta da Kombi ao Brasil”, já que a nova geração veio num lote limitado de 70 unidades, e na modalidade assinatura, como uma boa opção, para experimentar uma nova maneira de transportar.

Nosso modelo era versão para passageiros, com até cinco assentos, mas na Europa existe uma ID. Buzz Cargo, com capacidade de volume de carga de cerca de 3,9 m³. Um carro que continua sendo espaçoso e funcional, como a Kombi que marcou gerações de motoristas e transportadores urbanos. A diferença está na eletrificação, na conectividade e nos recursos de assistência à condução.

Plataforma elétrica e desempenho
O ID. Buzz foi desenvolvido sobre a plataforma modular elétrica MEB, utilizada em modelos elétricos da marca em vários mercados, e baseia-se na primeira geração da Kombi original, a T1, porém eletrificada. O conjunto mecânico reúne bateria de 77 kWh e motor elétrico instalado no eixo traseiro, com potência de 204 cavalos. E assim, temos um VUC 100% elétrico.

A autonomia declarada é de até 420 quilômetros no ciclo WLTP, mas na prática não passou de 300 km. Para motoristas de veículos urbanos de carga, esse alcance é suficiente para rotas diárias de distribuição dentro das regiões metropolitanas, mas se for viajar, complica.
O carregamento pode ser feito em corrente alternada de até 11 kW ou em corrente contínua de até 170 kW. Em carregadores rápidos, a bateria pode ir de 5% a 80% em cerca de 30 minutos.

A condução chama atenção pelo silêncio do conjunto elétrico e pela resposta imediata do motor, apesar de que o motorista pode contar com som eletrônico do motor (ID. Sound). O torque instantâneo facilita retomadas no trânsito urbano e em vias de acesso logístico.

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Posição de dirigir e espaço interno
Ao entrar no veículo, encontramos uma posição de condução elevada, característica da Kombi tradicional. Esse ponto continua sendo um diferencial para quem passa muitas horas dirigindo em trajetos urbanos.
Os bancos dianteiros possuem ajustes elétricos, apoio lombar e função de massagem. O habitáculo também utiliza materiais reciclados e insumos de origem não animal no acabamento. Mais um detalhe, na nossa ID Buzz amarela, no interior “vegano” feitos com materiais recicláveis, também predominava com a cor.
Outro ponto funcional é o Buzz Box, compartimento removível localizado entre os bancos dianteiros que pode acomodar notebook, pranchetas ou objetos utilizados durante a jornada de trabalho.

Na segunda fileira, o banco possui trilhos para ajuste horizontal e encosto rebatível, ampliando as possibilidades de configuração do espaço interno. As portas traseiras elétricas são de correr e acionadas de várias maneiras, facilitando a vida dos ocupantes.
Tecnologia embarcada
A cabine reúne diversos sistemas de assistência ao motorista. A central multimídia possui tela de 12 polegadas e integra funções do veículo e de navegação, mas não faz conexão com Apple Car ou Android Auto.
Entre os recursos disponíveis estão câmera 360 graus, assistente de estacionamento semi-autônomo e sistemas de condução que auxiliam na permanência em faixa e no controle de distância do veículo à frente.
O painel digital de 5,3 polegadas apresenta as principais informações de condução, enquanto o sistema ID.Light utiliza iluminação em LED para comunicação visual com o motorista.
Também fazem parte do pacote sensores de fadiga, controle eletrônico de estabilidade, assistente de mudança de faixa e frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas.

Aqui no Brasil
A Kombi elétrica será disponibilizada no Brasil por meio do programa de assinatura VW Sign & Drive. O serviço inclui manutenção, seguro, assistência 24 horas e documentação. Os contratos podem variar entre 12 e 48 meses e oferecem franquia mensal de rodagem de até 3.100 quilômetros.
Para motoristas e operadores de transporte urbano, o modelo representa um exemplo de como a eletrificação começa a entrar no universo dos utilitários voltados à mobilidade nas cidades. O conceito de veículo silencioso, conectado e com menor emissão já aparece em testes e projetos logísticos em diferentes mercados, indicando uma tendência que pode alcançar também o segmento de distribuição urbana no Brasil.






