A vida útil do pneu não é determinada por um único fator, como idade ou quilometragem. Segundo a Bridgestone, tempo de fabricação, condições de uso, hábitos de condução e manutenção devem ser avaliados em conjunto para definir o momento adequado da substituição.
Calibragem, alinhamento, balanceamento, condições das vias, carga transportada e quilometragem também interferem na durabilidade.
“Não existe um único fator capaz de determinar a vida útil de um pneu. É preciso considerar tempo, quilometragem, condições de uso e, principalmente, seu estado de conservação”, explica Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone no Brasil.
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Mito ou verdade: pneu tem data de validade?
Mito. Quando se entende validade como uma data fixa após a qual todo pneu necessariamente deixa de poder ser utilizado. Diferentemente de produtos que possuem uma data de vencimento determinada, os pneus não têm uma data fixa de validade.
A Bridgestone recomenda que, após cinco anos da data de fabricação, o pneu seja verificado por um técnico qualificado. A companhia também orienta não utilizar pneus depois de dez anos de sua fabricação. A idade pode ser identificada por meio do número de série DOT presente no pneu, que permite consultar a semana e o ano em que foi produzido. Por isso, mesmo um pneu que tenha rodado pouco merece atenção à medida que envelhece. Tempo e quilometragem devem ser considerados juntamente com as condições reais do produto.
Mito ou verdade: quilometragem é mais importante que a idade?
Depende. Não há um único parâmetro que, isoladamente, determine quando um pneu precisa ser substituído. Um motorista que percorre longas distâncias diariamente pode atingir o limite de desgaste da banda de rodagem muito antes de outro que utiliza o automóvel apenas ocasionalmente.
A durabilidade pode variar de acordo com o tipo de pneu, carga transportada, maneira como o motorista conduz o veículo, condições das estradas, clima e manutenção. Por isso, mais importante do que estabelecer uma disputa entre tempo e quilometragem é acompanhar regularmente as condições reais dos pneus.
Mito ou verdade: pneu com sulcos ainda profundos está necessariamente em boas condições?
Mito. A profundidade da banda de rodagem é um indicador fundamental, mas não deve ser observada isoladamente. O motorista também deve ficar atento a sinais como cortes, bolhas, deformações e desgaste irregular. Diante de qualquer avaria, a orientação é procurar uma revenda autorizada para avaliação, já que alguns danos podem ser reparados e outros podem exigir a substituição do pneu.
Outro ponto de atenção é o TWI (Tread Wear Indicator), indicador existente nos sulcos dos pneus que sinaliza quando a banda de rodagem alcançou o limite de desgaste de 1,6 milímetro. Ao atingir esse nível, o pneu deve ser substituído.
O desgaste irregular também merece atenção porque pode indicar problemas que vão além do próprio pneu. Componentes gastos ou com folgas, desalinhamento da suspensão ou desbalanceamento das rodas podem provocar esse tipo de desgaste, afetando a dirigibilidade do veículo e reduzindo a vida útil dos pneus.
Mito ou verdade: vale a pena comprar pneus usados?
Exige atenção. Um pneu usado é aquele que já sofreu algum desgaste de sua banda de rodagem. Além disso, nem sempre o consumidor terá acesso ao histórico completo de utilização e manutenção daquele produto.
Antes de considerar esse tipo de pneu, é fundamental verificar aspectos como o nível e a uniformidade do desgaste, possíveis avarias e a compatibilidade com as especificações determinadas pelo fabricante do veículo. Em caso de dúvida sobre as condições do produto, a recomendação é buscar uma avaliação técnica especializada.
Como aumentar a vida útil do pneu?
A escolha do pneu adequado ao veículo e a manutenção preventiva contribuem para preservar suas características. A Bridgestone recomenda seguir as especificações do fabricante do automóvel, incluindo medida, construção, índice de carga e símbolo de velocidade.
A companhia orienta verificar a pressão semanalmente, conforme a especificação do veículo, além de manter alinhamento, balanceamento e rodízio em dia. Também recomenda evitar sobrecarga, acompanhar o TWI e reduzir situações como freadas fortes, mudanças bruscas de direção e impactos contra buracos e guias.


