Campanha reforça papel de caminhões e ônibus na convivência segura e destaca manutenção preventiva como fator para reduzir riscos no trânsito
O debate sobre segurança no trânsito voltou a ganhar espaço durante as ações do Maio Amarelo, movimento internacional voltado à conscientização e redução de acidentes. Em 2026, entre os temas discutidos está a convivência entre veículos pesados, motociclistas, ciclistas e pedestres em ambientes urbanos e rodoviários.
Com o aumento do fluxo de veículos e a maior complexidade da mobilidade urbana, caminhões e ônibus passam a ocupar posição central em estratégias de prevenção. O conceito conhecido no setor de segurança viária como “o maior cuida do menor” volta a ser reforçado como princípio para reduzir riscos entre diferentes usuários das vias.
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Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que acidentes de trânsito causam cerca de 1,19 milhão de mortes por ano em todo o mundo. No Brasil, em 2024, foram registradas 37.150 mortes, sendo aproximadamente 60% relacionadas a motociclistas. Pedestres e ciclistas também aparecem entre os grupos mais expostos.
Nesse cenário, especialistas destacam que a responsabilidade dos condutores de veículos pesados vai além da condução tradicional e envolve fatores técnicos, manutenção e direção preventiva.
O que significa o conceito “o maior cuida do menor”?
A expressão é amplamente utilizada em campanhas de segurança viária e considera o potencial de impacto dos veículos maiores em situações de acidente.
Por conta da massa e das características estruturais de caminhões e ônibus, a capacidade de gerar danos é maior quando comparada a veículos leves. Isso amplia a responsabilidade operacional e comportamental dos motoristas profissionais.
Na prática, o conceito prevê maior atenção na condução, respeito aos limites de velocidade, distanciamento adequado e antecipação de situações de risco.
Pontos cegos e frenagem ampliam desafios dos veículos pesados
A operação de veículos pesados apresenta limitações físicas que interferem diretamente na segurança.
Entre elas estão os pontos cegos — áreas ao redor do caminhão ou ônibus que permanecem fora do campo de visão do motorista. Em cruzamentos, mudanças de faixa e conversões, motociclistas e pedestres podem ficar temporariamente invisíveis.
Outro fator relevante é a distância de frenagem.
Um caminhão carregado necessita de espaço significativamente maior para uma parada completa em comparação a veículos leves. Nessas condições, componentes como pneus, freios e suspensão influenciam diretamente o desempenho do conjunto.
Enxergar motociclistas, portanto, nem sempre depende apenas da atenção do motorista, mas também de limitações estruturais do veículo.
Manutenção preventiva entra na equação da segurança
Além da condução defensiva, a manutenção adequada surge como fator ligado diretamente à prevenção de acidentes.
Pneus desgastados, por exemplo, podem comprometer aderência, estabilidade e aumentar a distância necessária para frenagem.
Segundo Fábio Torres Klabacher, Gerente Nacional de Vendas e Marketing da Dunlop Pneus, esse aspecto ainda recebe menos atenção do que deveria.
“Entre os diversos aspectos da segurança viária, também não poderíamos deixar de falar sobre a importância da manutenção do veículo, principalmente dos pneus, que ainda é um dos fatores mais subestimados. Componentes desgastados comprometem a aderência, aumentam a distância de frenagem e reduzem a estabilidade, ampliando os riscos em situações críticas”, explica.
Para especialistas do setor, revisões periódicas, monitoramento do estado dos pneus e capacitação contínua dos motoristas fazem parte do conjunto de medidas preventivas.
Em um trânsito compartilhado, a segurança passa a depender de ações conjuntas entre transportadores, motoristas profissionais, motociclistas e pedestres.


