A PHINIA apresentou durante a ACT Expo 2026, realizada entre os dias 4 e 7 de maio em Las Vegas, nos Estados Unidos, seu primeiro veículo comercial leve (LCV) equipado com motor a combustão interna movido a hidrogênio (H2ICE) homologado para circulação em vias públicas. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Aramco e faz parte das iniciativas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias de baixa emissão para o transporte.
A apresentação ocorreu no Las Vegas Convention Center durante o principal evento norte-americano dedicado a tecnologias avançadas de transporte. O modelo foi desenvolvido para aplicações reais e busca ampliar as possibilidades de uso do hidrogênio como alternativa para redução de emissões no setor automotivo e comercial.
Segundo a empresa, o veículo atende aos requisitos da norma Euro 7 e pode reduzir em até 99% as emissões de CO₂ quando comparado a motores diesel convencionais.
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Tecnologia H2ICE amplia possibilidades para transporte comercial
O modelo apresentado pela PHINIA utiliza tecnologia H2ICE, sigla para motor a combustão interna movido a hidrogênio.
A proposta difere dos sistemas baseados em células de combustível ao aproveitar arquiteturas já existentes de motores a combustão interna, exigindo menor volume de alterações estruturais.
Projetado para veículos comerciais leves e transporte público, o modelo possui capacidade para até seis ocupantes e autonomia estimada em até 500 quilômetros.
Segundo a empresa, o sistema foi desenvolvido para preservar níveis de torque e potência próximos aos observados em aplicações convencionais movidas a diesel.
Como funciona a combustão interna movida a hidrogênio?
A solução utiliza sistemas avançados de injeção de hidrogênio desenvolvidos pela própria PHINIA, integrados ao motor para controlar a combustão do combustível gasoso.
A tecnologia busca combinar emissões reduzidas com aproveitamento da infraestrutura e conhecimento já existentes em torno dos motores tradicionais.
Durante a ACT Expo, o veículo também participou das sessões Ride & Drive, permitindo demonstrações práticas em condições reais de utilização.
Segundo Todd Anderson, Diretor Executivo de Tecnologia (CTO) da PHINIA, a estratégia considera diferentes caminhos tecnológicos para a transição energética. “A redução das emissões no transporte comercial exigirá múltiplas soluções”, afirmou.
“A combustão a hidrogênio pode representar um caminho potencial, aproveitando tecnologias de motores já consolidadas e, ao mesmo tempo, proporcionando emissões quase zero de CO2”. O executivo também destacou a adaptação da arquitetura atual dos motores.
“Nossa homologação comprova que arquiteturas de motores existentes podem ser adaptadas para operar com combustíveis gasosos, com poucas modificações, atendendo às exigências regulatórias.”
PHINIA amplia portfólio de tecnologias de baixa emissão
Além do veículo a hidrogênio, a companhia apresentou outras soluções voltadas ao transporte de baixa emissão de carbono.
Entre elas estão sistemas de injeção direta de hidrogênio, sistemas de injeção direta de gasolina em alta pressão, aplicações para gás natural comprimido (GNC) e tecnologias relacionadas ao gerenciamento e controle evaporativo.
Segundo a empresa, o desenvolvimento busca atender diferentes estratégias adotadas por montadoras e operadores durante a transição energética.
“A tecnologia de combustão a hidrogênio é um exemplo de como podemos apoiar a redução de emissões no transporte enquanto avançamos rumo ao futuro”, concluiu Anderson.
A apresentação do projeto ocorre em um momento em que fabricantes e fornecedores ampliam estudos envolvendo combustíveis alternativos e aplicações voltadas à redução de emissões no transporte comercial.


