O aumento da idade média da frota circulante no Brasil tem ampliado a procura por manutenção preventiva e corretiva nos veículos. Segundo relatório da Sindipeças e da Abipeças, os automóveis em circulação no País têm média de 11 anos e 2 meses de uso. Nesse cenário, componentes ligados ao controle de emissões ganham atenção, entre eles o catalisador automotivo.
Responsável por reduzir os gases poluentes gerados pela combustão, o catalisador atua diretamente no sistema de exaustão do veículo. Quando apresenta falhas ou danos internos, o componente perde a capacidade de controlar emissões e deve ser substituído.
Catalisador reduz gases poluentes do escapamento
Instalado entre o motor e o escapamento, o catalisador promove reações químicas que transformam substâncias tóxicas em compostos menos agressivos ao meio ambiente e à saúde.
Entre os gases tratados pelo sistema estão:
- hidrocarbonetos (HC);
- monóxido de carbono (CO);
- óxidos de nitrogênio (NOx).
De acordo com a indústria, o componente pode reduzir em até 99% os gases poluentes emitidos durante a combustão.
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“Quando danificado ou destruído, o catalisador perde sua finalidade e deixa de cumprir o papel de controle das emissões. Por isso, em caso de falha, deve ser substituído, nunca reparado”, afirma Miguel Zoca, Gerente de Aplicação de Produtos da unidade de Catalisadores Automotivos da Umicore.
Falhas no motor podem comprometer o catalisador
Antes da substituição do componente, especialistas recomendam uma inspeção completa no sistema de ignição e exaustão do veículo. O objetivo é identificar a origem da falha e evitar danos prematuros ao novo catalisador.
Principais causas de danos ao catalisador
Segundo a Umicore, os problemas mais comuns estão ligados a:
- falhas no sistema de alimentação de combustível;
- defeitos no sensor de oxigênio;
- problemas de ignição;
- irregularidades no escapamento;
- uso de combustível de má qualidade.
“O uso de combustível de má qualidade também pode comprometer a integridade da peça”, acrescenta Zoca.
Procedência da peça deve ser observada
O mercado de reposição oferece diferentes opções de catalisadores, mas a procedência do componente é apontada como fator importante na escolha do consumidor.
De acordo com Cláudio Furlan, Gerente Comercial da unidade de catalisadores da Umicore no Brasil, o motorista deve verificar o fabricante da peça e o histórico da empresa no setor.
Catalisador irregular pode causar falhas no veículo
Segundo a empresa, componentes fora dos padrões exigidos podem provocar:
- desregulagem do sistema de injeção eletrônica;
- alteração da contrapressão do escapamento;
- aumento do consumo de combustível;
- perda de desempenho do motor;
- aumento das emissões de poluentes.
“Um equipamento não confiável pode ter vida útil muito inferior e não cumprir sua função ambiental, o que resulta em prejuízo ao motorista e aumento das emissões”, alerta Furlan.
Vida útil do catalisador pode chegar a 40 mil quilômetros
No mercado de reposição, a vida útil estimada de um catalisador é de aproximadamente 40 mil quilômetros. O componente também deve atender aos parâmetros definidos pela Resolução 282 do Conama, responsável por estabelecer limites de desempenho para controle de emissões veiculares.
A recomendação do setor é que a substituição seja feita com peças compatíveis com o veículo e dentro das especificações técnicas exigidas pela legislação ambiental.


