O aumento das vendas no comércio eletrônico durante o Dia das Mães voltou a pressionar a cadeia logística brasileira em 2026. Considerada a segunda data mais relevante para o varejo nacional, a ocasião exigiu maior capacidade operacional das empresas de transporte, distribuição e entregas urbanas, especialmente na última milha.
Segundo estimativa da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), o e-commerce brasileiro deveria movimentar cerca de R$ 9,7 bilhões no período, impulsionado pelos segmentos de moda, beleza, eletrônicos e utilidades domésticas.
O crescimento da demanda fez empresas ampliarem investimentos em tecnologias voltadas à roteirização inteligente, monitoramento em tempo real e automação logística. O objetivo foi manter previsibilidade operacional e reduzir impactos em prazos de entrega, fator que ganhou peso na decisão de compra do consumidor.
Prazo de entrega influencia decisão de compra
De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizado em parceria com o Instituto FSB Pesquisa, mais de 70% dos consumidores consideraram o prazo de entrega um fator decisivo para concluir compras online.
O comportamento do consumidor ampliou a pressão sobre operadores logísticos, transportadoras e varejistas, principalmente em centros urbanos com grande volume de pedidos e entregas rápidas.
“Hoje, eficiência logística deixou de ser apenas uma operação de bastidor e passou a impactar diretamente a percepção da marca e a fidelização do consumidor. Em datas como o Dia das Mães, qualquer atraso ou falha pode comprometer toda a experiência de compra”, afirmou Marcos Moura, gerente comercial da Drivin Brasil.
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Logística de última milha ganha papel estratégico
O avanço do e-commerce também ampliou a importância da logística de última milha, considerada um dos principais desafios operacionais do varejo em datas sazonais. O aumento do fluxo de entregas urbanas exigiu maior controle de rotas, rastreamento das operações e capacidade de resposta rápida diante de imprevistos.
Segundo o executivo, o desafio do setor vai além da ampliação da capacidade de entrega.
“O grande desafio em datas sazonais não é apenas aumentar a capacidade de entrega, mas manter previsibilidade, controle da operação e qualidade da informação em tempo real. É isso que permite ao varejo reagir rapidamente a desvios e proteger a experiência do consumidor”, completou.
Operações urbanas exigem planejamento logístico
O cenário também reforçou a necessidade de planejamento integrado entre varejistas, operadores logísticos e transportadores urbanos. Com o aumento das entregas rápidas, empresas buscaram reduzir falhas operacionais, otimizar rotas e minimizar atrasos em regiões metropolitanas.
Para o setor de transporte urbano de cargas, datas sazonais seguem funcionando como termômetro da capacidade operacional das empresas diante do crescimento contínuo das vendas online e da exigência por entregas cada vez mais rápidas.


