O mercado automotivo brasileiro registrou o melhor desempenho para o primeiro quadrimestre desde 2013, segundo dados da Fenabrave. Entre janeiro e abril de 2026, foram emplacadas 1.734.599 unidades, alta de 16,30% na comparação com o mesmo período de 2025.
Apenas em abril, o volume chegou a 479.662 unidades, crescimento de 16,79% sobre abril do ano passado, configurando o segundo melhor resultado da série histórica para o mês.
Impacto do calendário e ritmo de mercado
Na comparação com março de 2026, houve retração de 6,53% nos emplacamentos. O recuo, no entanto, é atribuído ao menor número de dias úteis em abril (20) frente ao mês anterior (22).
De acordo com o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, “o resultado do quadrimestre mostrou que o mercado, para a maior parte dos segmentos, continua aquecido. A queda geral sobre março é explicada pelo menor número de dias úteis em abril, mas a comparação sobre abril de 2025, assim como sobre o acumulado do quadrimestre seguem bastante favoráveis”.
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Automóveis e comerciais leves sustentam crescimento
Os segmentos de automóveis e comerciais leves mantiveram desempenho positivo tanto no mês quanto no acumulado do ano. Segundo a entidade, o avanço ocorre mesmo em um cenário de juros elevados, com impacto menor do calendário na leitura do mercado.
Para Arcelio Junior, “mesmo com as taxas de juros ainda elevadas, os segmentos vêm demonstrando boa capacidade de sustentação”. O executivo também destaca o papel de programas de incentivo e ações comerciais no desempenho do setor.

Eletrificados ampliam participação
Os veículos eletrificados seguem em expansão no mercado brasileiro. No primeiro quadrimestre de 2026, foram emplacadas 138.886 unidades entre híbridos e elétricos, crescimento de 97,19% sobre o mesmo período de 2025.
Os híbridos somaram 90.485 unidades, alta de 71,53%, enquanto os elétricos puros atingiram 48.401 unidades, avanço de 173,75%. Segundo Arcelio Junior, “a maior oferta de modelos e marcas com esse tipo de tecnologia vem repercutindo, positivamente, nos números de eletrificados que passam a circular no mercado nacional”.

Segmento de pesados segue em retração
Diferentemente dos leves, os segmentos de caminhões, ônibus e implementos rodoviários apresentaram queda no acumulado do ano. O comportamento reflete fatores como custo do crédito, preço do diesel e decisões de investimento mais cautelosas por parte de transportadores.
“O mercado de caminhões continua operando em um ambiente de maior seletividade. O transportador avalia com cuidado o custo financeiro, o preço do diesel e a demanda por frete antes de renovar a frota”, afirma Arcelio Junior.
Programas governamentais e perspectivas
A entidade destaca a ampliação do Programa Move Brasil, que passa a incluir financiamento para ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, com orçamento de R$ 21,2 bilhões.
Segundo Arcelio Junior, “a nova fase do programa chega em um momento importante para todo o segmento de pesados e pode ajudar a reaquecer os emplacamentos”.
Motocicletas impulsionam mercado
As motocicletas seguem como um dos principais vetores de crescimento em 2026, com avanço no acumulado do quadrimestre. O segmento atende tanto à mobilidade individual quanto ao uso profissional, especialmente em serviços de entrega.
“O segmento de motocicletas continua desempenhando papel decisivo no mercado brasileiro”, afirma o presidente da Fenabrave.


