Frota conectada: Como funciona o rastreio de um pedido?
O cliente acompanha a entrega pelo celular em tempo real. Sabe quando o veículo saiu para entrega, onde está no mapa e até quantos minutos faltam para a chegada. Quem nunca acompanhou uma encomenda, não é mesmo? Parece fácil, mas nos bastidores dessa operação, existe uma rotina cada vez mais conectada para quem trabalha com entregas urbanas.
A evolução dos sistemas de rastreamento mudou a dinâmica da última milha e passou a impactar diretamente o dia a dia do motorista de VUC. O antigo modelo, baseado em poucas atualizações ao longo do trajeto, deu espaço ao chamado rastreio inteligente, tecnologia que utiliza GPS, Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial para monitorar entregas em tempo real.
Na prática, isso significa que transportadoras e operadores logísticos conseguem acompanhar continuamente a operação, identificar desvios de rota, prever atrasos e reorganizar entregas antes que o problema afete o cliente final.
“O consumidor quer a visibilidade total do processo. O rastreio inteligente permite exatamente acompanhar, prever e melhorar a experiência em cada etapa”, afirma André Mortari, CEO da LETS, empresa de tecnologia para orquestração de entregas.

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Tecnologia passou a fazer parte da cabine
Para o motorista urbano, a digitalização alterou a rotina operacional. Assim que a compra é confirmada, o pedido entra automaticamente nos sistemas logísticos, que calculam a melhor rota considerando trânsito, prazo de entrega, localização e capacidade operacional. A partir daí, cada movimentação passa a ser monitorada.
Quando o veículo sai para entrega, o cliente acompanha praticamente em tempo real o deslocamento da carga. Em muitos casos, recebe alertas automáticos quando o motorista está próximo do destino.
Ao mesmo tempo em que a tecnologia ajuda na organização das rotas, ela também elevou o nível de cobrança sobre a operação urbana. Hoje, atrasos de poucos minutos geram notificações automáticas. Mudanças de trajeto podem ser identificadas instantaneamente e a expectativa por precisão aumentou.
Menos reentregas e mais previsibilidade
Segundo especialistas do setor, o rastreio inteligente também ajuda a reduzir problemas comuns da última milha, como endereços incorretos, ausência do cliente ou dificuldades de acesso.
O sistema cruza dados em tempo real para antecipar falhas e evitar reentregas, fator que impacta diretamente custos operacionais e produtividade.
“Esse link de rastreamento é gerado automaticamente quando o pedido entra na plataforma e passa a ser monitorado de ponta a ponta. A partir daí, as atualizações não dependem de uma pessoa inserindo informações manualmente. Elas acontecem de forma integrada, com base nos sistemas das transportadoras, nos aplicativos dos entregadores e nos dados de geolocalização. Cada movimentação, como a saída para entrega ou a proximidade do destino, é registrada automaticamente e refletida para o cliente quase instantaneamente”, explica André.
Além da localização em tempo real, muitas operações passaram a utilizar recursos adicionais, como confirmação por código, assinatura digital e registro fotográfico da entrega.
Pressão maior na última milha
A transformação digital trouxe ganhos de eficiência para o transporte urbano, mas também aumentou a pressão sobre quem está na ponta da operação.
O motorista passou a atuar dentro de uma logística mais conectada, com monitoramento constante, necessidade de cumprir janelas de entrega cada vez menores e clientes acompanhando toda a movimentação em tempo real.

Para operações urbanas com VUCs, a tecnologia se tornou ferramenta importante para enfrentar congestionamentos, restrições de circulação e otimização das rotas dentro das cidades.
Ao mesmo tempo, o desafio continua sendo equilibrar produtividade, custos operacionais e a crescente exigência por velocidade nas entregas.
Segundo a LETS, empresas que utilizam ferramentas de orquestração logística conseguem reduzir em cerca de 30% os insucessos de entrega e diminuir o custo total do frete em aproximadamente 25%.
No fim da operação, a tecnologia deixou de ser apenas um recurso de acompanhamento para o cliente. Hoje, ela faz parte da rotina de quem vive diariamente a pressão da última milha atrás do volante.


