A Cummins celebra 70 anos de operação em Osasco (SP), completados em 16 de julho de 2026, com uma trajetória marcada pela produção de eixos para veículos comerciais e pela modernização da fábrica. Nos últimos seis anos, a unidade incorporou tecnologias de manufatura avançada, digitalização, eficiência energética, sustentabilidade, segurança e desenvolvimento humano.
A operação passou a integrar a Cummins em 2022, iniciando uma nova etapa de desenvolvimento. Segundo Kleber Assanti, diretor geral da Divisão de Eixos da Cummins, a capacidade de adaptação acompanha a história da unidade.
“A capacidade de se reinventar faz parte da história da operação de Osasco (SP). Ao longo de sete décadas, a unidade acompanhou diferentes ciclos de evolução da indústria, incorporando novas tecnologias, processos e competências.”

Fábrica amplia automação e capacidade produtiva
Entre 2020 e 2023, a unidade incorporou 12 mil m² à área produtiva, implantou a linha de Montagem de Diferenciais em Células (MDC), modernizou linhas de montagem de eixos, instalou um armazém vertical automatizado e adquiriu equipamentos para corte, lapidação e usinagem.
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A modernização continuou a partir de 2023, com novas máquinas para fabricação e medição de engrenagens. A lapidadora L60 reduziu em até 66% o tempo de setup, enquanto a cortadora C60 ampliou em 12% a capacidade de produção de coroas e pinhões. Já a medidora P65 aumentou a capacidade de inspeção dimensional de componentes.

Como a digitalização é aplicada na produção?
A unidade utiliza sistemas MES (Manufacturing Execution System) para controle da montagem e rastreabilidade das linhas de diferenciais, além de plataformas de monitoramento de dados industriais em tempo real.
A fábrica também utiliza softwares para acompanhamento de torques e curvas de aperto. Na manutenção preditiva, 60 sensores de temperatura e vibração já geraram 203 alertas preventivos e evitaram mais de 42 horas de paradas de linha.
Energia e sustentabilidade
Entre as ações ambientais está a substituição gradual de empilhadeiras movidas a GLP por modelos elétricos com baterias de íons de lítio.
A modernização do sistema de ar comprimido reduziu em 13% o consumo estimado de energia elétrica. A fábrica também recebeu um Building Management System (BMS), que monitora energia, água, gás e outras utilidades.
Um sistema fotovoltaico instalado na unidade gera aproximadamente 8 mil kWh por mês, volume suficiente para abastecer o prédio administrativo.
Segurança e ergonomia
A operação incorporou 62 câmeras com inteligência artificial para identificar riscos de colisão entre pessoas e equipamentos, além de reduzir a velocidade ou realizar a parada automática em situações de risco.
O programa HumanTech ampliou de 12 para 607 os postos de trabalho analisados ergonomicamente entre janeiro de 2025 e maio de 2026.
Já o programa Hand Safety concluiu a análise de risco em 100% dos postos de trabalho.


